[Data original do texto: 23/04/2017]
Battle Royale é uma obra japonesa escrita por Koushin Takami e publicada no final da década de 1990. Trata-se de um jogo de matança promovido por um governo totalitário japonês, que anualmente escolhe uma turma de ensino fundamental (mais especificamente de nono ano) e a coloca numa ilha, obrigando os alunos a se matarem até que haja apenas um sobrevivente. Cada estudante recebe um kit de sobrevivência e cada kit possui um tipo diferente de arma, desde um picador de gelo até uma metralhadora - o que vai tornar as mortes bastante violentas. Além disso, cada estudante possui uma coleira rastreadora em seu pescoço, a qual explodirá caso o aluno tente fugir, retirar a coleira ou permanecer em um quadrante proibido. Proibir a permanência de estudantes em determinados quadrantes tem como objetivo forçar a locomoção dos jovens e, consequentemente, o encontro entre eles.
O livro começa confuso ao apresentar os 42 estudantes que estão dentro de um ônibus acreditando estar a caminho de uma excursão escolar, mas logo a história torna-se viciante. Um gás é liberado dentro do veículo, deixando os alunos desacordados até que estes se encontrem em uma sala de aula para então receberem de um membro do governo - Sakamochi - a notícia de que são os selecionados para a batalha daquele ano. Sakamochi é o responsável pela batalha e é também quem dá, com crueldade e sarcasmo, os avisos sobre estudantes mortos e quadrantes proibidos.
"Battle Royale" traz como personagem principal Shuya Nanahara, um jovem com comportamentos subversivos, por dedicar-se à guitarra elétrica e ao rock, estilo musical proibido pela República da Grande Ásia Oriental. Shuya cresceu na Casa de Caridade, uma instituição católica que abrigava órfãos e crianças que por alguma razão não podiam viver com os pais, e lá fez seu melhor amigo Yoshitoki. É a partir de seu senso de amizade e de sua insatisfação com o governo que vamos sendo guiados pelo universo de "Battle Royale".
A história do governo parece ser o pretexto para que seja descrita a violenta batalha entre os estudantes, sem poupar o leitor dos detalhes. As histórias e personalidades de cada um dos alunos da Escola Shiroiwa somadas à uma dose de romance dão profundidade aos personagens e um pouco de humanidade num contexto desumano. Colocar pessoas tão jovens quanto estudantes do ensino fundamental em uma ilha para que se matem e contemplar ao final o único sobrevivente serve para reforçar na população o sentimento de desconfiança e assim evitar sua união contra o governo. "Battle Royale" fez estrondoso sucesso no Japão, tendo sido adaptado para o formato de filme, anime e mangá.
3.4.19
2.4.19
13 reasons why
[Data original do texto: 12/04/2017]
Este texto contém spoilers.
Acho válido pensar 13 Reasons Why como um olhar sobre a cultura do estupro, não negando que o debate central seja o suicídio mas conectando os acontecimentos para enxergar a ligação direta entre uma sociedade cuja cultura é machista e a morte de mulheres. Aí a gente pode refletir como os 13 motivos seriam outros não fosse a personagem principal ser do sexo feminino.
O entendimento de uma cultura do estupro parte da compreensão de que atitudes normalizadas em nosso dia a dia são parte da engrenagem de um sistema cujo produto é a violência contra a mulher. Por isso Hannah Baker começa seus motivos com uma foto num escorrega aonde sua calcinha aparece ou o seu nome numa lista feita por um rapaz de sua turma de ensino médio que atribui à ela o título de melhor traseiro e tem em seus últimos motivos o estupro que presencia e o estupro do qual é vítima. Uma vez que já sabemos estar vendo a história de uma adolescente que decidiu se matar, os primeiros motivos de Hannah tendem a parecer besteiras aos olhos daqueles que ainda não entenderam a engrenagem. Essa condução da história, que ganha profundidade ao longo dos episódios, foi o aspecto que me levou a fazer o link com a questão da cultura do estupro.
Sobre a polêmica que surgiu em torno da série não ser indicada para pessoas com depressão, eu discordo. Achei incapacitante ouvir categoricamente que eu não deveria ver a série por conta disso. Eu não estou desprovida da capacidade de decidir assistir ou não a um conteúdo por conta da minha depressão e não me sinto confortável quando vejo essa capacidade retirada de mim - e aqui vale dizer que é comum sermos colocados nesse lugar de passividade. Outro ponto é que ainda que entendamos o conceito de gatilho, a gente precisa ter cuidado para não cair na conclusão rasa de que é uma série o que leva uma pessoa a se matar. Não é, assim como o estupro não é cometido por alguém que destoa da realidade. Ambos os casos são produtos de uma lógica de sociedade que precisa ser repensada. E veja bem, colocar esses pingos no i's é diferente de recomendar a série às pessoas. Talvez o maior perigo se pensarmos em uma influência no espectador esteja no caráter punitivo das fitas de Hannah, uma vez que o público alvo da série é jovem.
Apesar de alguns personagens esteriotipados e do perceptível esticamento da história, a série torna-se importante ao trazer a questão do suicídio inserida num debate sobre o olhar negligente que muitas vezes temos para o período da adolescência. Joy Division na trilha sonora teve um efeito especial sobre mim, pois foi parte do que eu ouvia no meu ensino médio. 13 Reasons Why nos mostra uma jovem cuja narrativa de sua vida lhe é tomada e sem enxergar as possibilidades de retomá-la, a personagem acaba recorrendo ao suicídio, o que jamais deveria ser uma opção.
15.12.16
a bruxa
[Data original do texto: 22/03/2016]
Vi o filme "A Bruxa" no cinema, amei, sou amante de
filmes de terror e sim, discordo de quem acha que "A Bruxa" não é filme
de terror. Pra mim é tipo "Babadook", só que tratando de um outro
tempo, um terror vivido pelas mulheres, compartilhado e compreendido por mim
enquanto espectadora. O filme me fez pensar em muitas coisas que estudei na
faculdade (de História). Dividi em tópicos e, ao final de cada, trouxe os
autores e autoras que embasaram a discussão.
Modelo do sexo único
Todo discurso
médico é produzido por uma sociedade, sendo assim, (1) ele só pode ser
analisado segundo os valores e a lógica de seu tempo e lugar e (2) ele também é
uma construção social. Hoje, nós trabalhamos com o conceito dos dois sexos. No
período moderno, o modelo era o do sexo único. Segundo esse modelo, vigente nos
séculos XVI e XVII, o aparelho reprodutor feminino não era diferente em essência
do masculino, mas sim em grau. O órgão da mulher era interno, estando um
estágio abaixo do homem, cujo órgão se desenvolveu completamente, tornando-se
externo. A metáfora para o órgão feminino é, então, a de um pão que não
cozinhou por completo, enquanto o homem sim. Esse discurso reforça uma visão
social de superioridade masculina. O homem está biologicamente num patamar de
perfeição. As características associadas ao homem recebem uma valorização
simbólica positiva.
Leitura: A
discussão é, obviamente, mais aprofundada, feita por LAQUEUR ("Inventando
o sexo"), mas você também pode ler a SCOTT ("Gênero, uma categoria
útil de análise histórica") se quiser uma leitura que distingua sexo e
gênero.
Mulheres como suspeitas e a culpa
Homens foram
perseguidos pela Inquisição, mas a perseguição às mulheres se dava de forma
mais intensa. Antes de pensarmos nas mulheres mortas na fogueira, a gente pode
pensar numa Inquisição e numa visão religiosa que coloca mulheres como
suspeitas. Quando você associa ao imaginário da bruxa elementos como vassouras,
poções, a ideia de curandeira, o que está sendo usado são elementos
corriqueiros na vida das mulheres da época. Além disso, tem-se uma maior parte
de mulheres que não eram queimadas, mas obrigadas a cumprir uma pena,
utilizando um hábito penitencial em público, o que identificava a condenada e
representava uma humilhação que marcava a família e os descendentes. O uso do
hábito podia se dar por meses ou anos.
Pensar o que
acontecia para além da condenação de mulheres à fogueira, não é diminuir o que
ocorria, mas sim entender um contexto que leva mulheres a serem queimadas, um
contexto misógino onde a figura feminina é vista com muita suspeita e onde a
Inquisição tem como forte objetivo o reconhecimento da culpa (que acaba sendo
um sentimento de culpa feminino).
Leitura:
- BETHENCOURT F., "O imaginário da magia".
- A autora M. KING
("A mulher no Renascimento") trata a Inquisição como uma guerra
contra as mulheres.
Desconstrução
de uma visão simplista
É simplista a
visão de que mulheres procuravam a vida religiosa no claustro por buscarem uma
perfeição religiosa. A complexidade é maior. (1) Existem histórias de fugas,
(2) muitas entravam no convento ainda crianças de forma que não tinham outras
experiências ou visões de vida para além daquela do convento, (3) colocar uma
filha para virar freira era um jogo de interesses tal como o casamento
arranjado, (4) algumas mulheres se apropriavam dos esteriótipos negativos
aplicados à elas e os usavam a seu favor, para se fazerem reconhecidas na
Igreja (é o caso de Santa Teresa). Ou seja, acreditar unicamente numa vocação
religiosa dessas mulheres e ainda, numa vontade própria, além de desconsiderar
a complexidade das relações sociais e abraçar um esteriótipo de gênero, coloca
essas mulheres numa posição de passividade o que retira delas o caráter de
também agentes da história.
No período
moderno, o estado considerado perfeito para a mulher era o eclesiástico. A
mulher freira e a mulher casada eram respeitadas na sociedade. Assim, se tornar
freira era mais uma decisão familiar para reconhecimento social do que uma
vocação religiosa que a mulher demonstrasse ou desejasse. Após o Concílio de
Trento, a Igreja passa a exigir que a mulher só entre para os conventos por
vocação religiosa. Para isso, elas assinavam um termo alegando que estavam lá
por vontade própria. Logicamente, isto não impedia que a mulher fosse forçada
pela família a assinar.
Leitura:
- KESSEL,
E. "Virgens e mães entre o céu e a terra".
- LAVEN, M.
"Virgens de Veneza".
- WEBER, A.
"Retórica da feminilidade".
Santas ou
bruxas?
As narrativas
hagiográficas exploram muito essa questão de vocação. Em diferentes narrativas
tem-se elementos semelhantes que descrevem a vida dessas santas, como
experiências de visões ou milagres já na infância (predestinação) e a descrição
do corpo com faces rosadas após a morte (superação da condição humana de
mortal). Fato relevante é que nas narrativas sobre os homens o testemunho de fé
se sobrepõe à questão da castidade, enquanto a santidade de mulheres aparece
associada à sua virgindade.
A narrativa de
vida das santas tinha uma função de servir de estímulo e exemplo para outras
freiras, para que se pautem naquele modo de vida*. As experiências místicas em
vida são semelhantes: as experiências de visões, o martírio ao corpo**. Era
comum que fiéis, inclusive da elite e mesmo da realeza recorressem à Igreja
institucional, mas não obtendo resultados, buscassem pelo serviços de
feitiçaria. O que se vê que caracteriza mulheres com práticas e experiências
semelhantes em santas ou bruxas era a sua classe social; sobretudo mulheres
pobres eram condenadas como bruxas pela Inquisição, enquanto semelhantes
experiências podiam colocar mulheres da elite na categoria de santas.
Características de uma bruxa: mulher e pobre.
*Lembrando que na
época, a maioria dos fiéis era analfabeta e a mulher no claustro lia e
escrevia, o que já a colocava um patamar acima das demais.
**O martírio ao
corpo vinha da vivência de castigos que se aproximavam da Paixão de Cristo
(como os açoites). Autoflagelo, jejuns prolongados, alimentar-se apenas de
alimentos podres, enfim, tudo o que castigava o corpo fazia bem ao espírito. Da
mesma forma, o que favorecia ou agradava ao corpo fazia mal ao espírito. Como
dito, com o corpo maltratado e as experiências relatadas de visões, muitas vezes
a linha tênue que separava a mulher possuída pelo demônio e queimada na
fogueira da santa estava em sua origem social.
Leitura:
-
ALGRANTI, L. "Conventos e recolhimentos".
- KESSEL, E.
"Virgens e mães entre o céu e a terra".
- KING, M. "A
mulher no Renascimento".
- SÁNCHEZ LORA, J.
"Mujeres, conventos y formas de la religiosidad barroca".
star wars: o despertar da força
[Data original do texto: 24/12/15]
Sei que existe o Teste de Bechdel, que propõe observar nos
filmes se existe algo como: duas mulheres que tenham nomes e conversem entre si
sobre algo que não seja homens. O interessante em relação à esse teste e
que explica a difusão que ele ganhou é que muitos filmes não se encaixam nesse
quesito que parece bastante simples. Isso nos faz pensar em como as mulheres
são retratadas nas mídias e o que isso diz mais profundamente sobre a nossa
sociedade. Bom, aqui, de uma forma bem livre, eu queria propor três categorias:
mulher no protagonismo da história, mulher não objetificada e história escrita
por mulher.
Partindo daí, eu
pensei nas franquias que marcaram a minha vida. Antes de Star Wars, com
certeza, vem Harry Potter. Minha personagem favorita era (e é)
a Hermione. Fundamental na história, mas sem o protagonismo. Ainda assim,
a autora da história é uma mulher e Hermione não é uma personagem
objetificada.
Resolvi
assistir Star Wars quando eu tinha quinze anos e queria ver o
episódio III no cinema. Bom, pra isso, eu precisava assistir aos filmes
anteriores e lá fui eu. Amei a saga, e olhar criticamente não tem
necessariamente a ver com não gostar. Star Wars não tem pra mim o
significado que teve Harry Potter e nem que teria, mais
tarde, Jogos Vorazes. Mas ainda assim, eu gosto.
Eu li um texto,
com o qual concordei, sobre a objetificação
da princesa Leia no episódio VI, quando ela aparece vestida
de escrava, com uma roupa sexy mostrando bastante do
corpo. O problema em si não é apenas essa aparição dela em um momento da
história, mas a força que essa imagem teve pelo sucesso com o público masculino
(claro que existia essa intenção). Leia escrava iria se sobrepôr à Leia diplomata,
com seu vestido branco. O texto comenta sobre uma promoção dos livros
de Star Wars no Brasil, na Comic Con Experience de
2014. Lá estavam atores e atrizes fantasiados de personagens da saga e coube às
atrizes que representavam a princesa, usarem a tal roupa de escrava (e não o
mais característico -- ou deveria ser -- vestido longo branco). Os caras que
iam lá tirar fotos queriam logo segurar a corrente em torno do pescoço das
atrizes, sem sequer pedirem permissão pra isso.
Se vocês lerem -- o que eu
recomendo que não façam, por uma questão de fé na humanidade -- os comentários
nos artigos que comentam a possível abolição da versão de Leia
escrava pela Disney, vocês entendem rapidinho. Em resumo, são
comentários dizendo que eles querem ver é mulher assim mesmo, piadas machistas,
trocadilhos infelizes com sabre de luz e imagens de mais mulheres
objetificadas. A Natália Bridi fala nesse texto no
site do Omelete algo bem simples (e ainda foi super contestada): no
contexto da história, Leia foi vestida daquela forma para entreter o
vilão, numa clara humilhação. Agora digo eu: essa submissão serve ao imaginário
masculino. E mais, é retirado de seu contexto quando a menina vestida
de Leia para promoção dos livros no evento precisa vestir a roupa de
escrava. Sinceramente, falta sensibilidade àqueles que não perceberem aí a
metáfora perfeita. Novamente, nos comentários, Natália é acusada
de mimimi. Por que todos esses argumentos inteligentes e críticos
das mulheres são reduzidos a mimimi e consequentemente
deslegitimados e ridicularizados, enquanto se ignora o verdadeiro mimimi dos
homens reivindicando pela roupa sexy?
Leia é uma
mulher forte e com importância política, mas não é protagonista (o que coube
à Luke), é objetificada e é personagem de uma história escrita por um
homem. Rey surge agora como uma mulher forte e protagonista e, ao
menos durante este episódio VII, não objetificada. Rey surge
encaixada em uma série de personagens femininas assim, num atendimento da
indústria do entretenimento à difusão atual do discurso feminista. Ainda que
distorcida e romantizada para se tornar mais palatável, a luta das mulheres vem
ganhando alcance inegável, muito por causa das redes sociais que permitem,
ainda que com todas as suas limitações, que se rompa com o narrador único,
geralmente o homem branco e hétero, e dá o protagonismo à minorias em seu
discursos quando elas, enfim, falam por si mesmas. (Cês podem ler isso
direitinho nessa entrevista aqui.)
Em Star
Wars: O despertar da força, em nítida semelhança com
o episódio IV, Rey começa a sua aventura com BB-8, da mesma
forma que começava Luke com R2D2. Num contexto cerca de 30 anos
após O Retorno de Jedi, o piloto Poe foi enviado
pela Resistência ao planeta Jakku, atrás de um mapa que
acreditam levar ao paradeiro de Luke, agora desaparecido. Quando
a Primeira Ordem ataca o planeta, Poe coloca o mapa em seu
droide BB-8, que é encontrado por Rey, uma catadora de lixo que troca
o que encontra por comida. E logicamente, se Rey está com o
droide valioso, será perseguida pelos vilões da história. Quem
acompanha Rey nesse percurso é Finn. E aí temos a dupla
principal: uma mulher e um homem negro, bem diferente
de Leia e Luke, certo? O filme é bom como todos os outros
seis. Os meus preferidos são os desfechos (episódios III e VI) e por isso mesmo
considero relevante o fato de ter gostado tanto desse
início de uma nova série.
Por fim, como
citei Jogos Vorazes lá em cima, Katniss Everdeen é, enfim,
uma protagonista feminina, não objetificada, em história escrita por uma
mulher. Ou seja, Star Wars precisava de Rey. Figth like
a girl, Rey.
Textos que cito nesse post:
- Princesa Leia escrava -- Por que Leia é
sempre escrava e nunca diplomata?, por Rebeca Puig
- Por que é hora de aposentar o biquíni de
Leia, por Natália Bridi
- Entrevista com a professora Giovanna
Dealtry, por Carol Almeida
Recomendo as
leituras! ;)
30.8.12
Rock of Ages
Rock dos anos 80, Tom Cruise e Russell Brand são três coisas que não despertam o meu interesse. Além disso, quando vi o cartaz do filme, achei a produção bastante caricata e o excesso de glamour passado na imagem contribuiu mais para uma sensação de que o filme seria superficial do que exatamente rock’n roll. Por conta de todas essas coisas eu não estava animada para assistir ao filme, mas todo o estardalhaço em torno da sua estreia fez com que eu decidisse ir lá dar uma conferida. É claro que eu estou falando desse jeito porque isso aqui é uma opinião pessoal. Li muitas críticas negativas a respeito do filme, mas também vi muita gente empolgada com as músicas e com o elenco.
O filme, uma adaptação de um musical da Broadway, conta a história de uma menina do interior chamada Sherrie (Julliane Hough), que decide ir para Los Angeles tentar a sorte e seguir seu sonho com uma carreira de cantora. Chegando lá, ela conhece Drew (Diego Bonneta), um jovem que trabalha em um bar que toca rock e que logo arruma para a menina um emprego no tal lugar. Fato é que o bar/boate está correndo o risco de ter suas portas fechadas e conta com o grande show do astro do rock Stacee Jax (Tom Cruise) para que isso não ocorra. No entanto, Stacee é um artista bastante problemático e seu empresário (Paul Giammati \o/) é um pilantra. Para completar, a mulher do prefeito (Catherine Zeta-Jones, linda!) quer acabar com a imoralidade que ela acredita estar associada ao rock, à boate e, sobretudo, à figura de Stacee Jax. Toda essa história é embalada por sucessos dos anos 80 e conta com brincadeiras em torno do esteriótipo das estrelas e do cenário da época.
Achei o musical ruim em dois aspectos que são muito fortes nele: a comédia e o estilo das músicas. As cenas engraçadas, geralmente em torno de Stacee Jax e do personagem do Russell Brand, não são o tipo de comédia que eu costumo achar divertida. É bobo e exagerado em muitos aspectos. Já as músicas cantadas pelo casal principal viraram música pop, de forma que a história de amor dos dois, quando cantada, não parece muito diferente da de Troy e Gabriella no filme High School Musical. A diferença é que deste último eu gosto.
Achei o musical ruim em dois aspectos que são muito fortes nele: a comédia e o estilo das músicas. As cenas engraçadas, geralmente em torno de Stacee Jax e do personagem do Russell Brand, não são o tipo de comédia que eu costumo achar divertida. É bobo e exagerado em muitos aspectos. Já as músicas cantadas pelo casal principal viraram música pop, de forma que a história de amor dos dois, quando cantada, não parece muito diferente da de Troy e Gabriella no filme High School Musical. A diferença é que deste último eu gosto.
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