5.4.19

era o hotel cambridge

[Data original do texto: 25/04/2017]

Assisti "Era o Hotel Cambridge" no Festival de Cinema de Tiradentes em janeiro deste ano. Carmen Silva, líder da Frente de Luta pela Moradia (FLM), que interpreta a si mesma no filme, estava presente e emocionada com esta obra que mistura ficção e realidade. O impacto do filme sobre mim foi tanto que, de volta ao Rio, eu fui mais duas vezes ao cinema assistí-lo. Além da importância de sua direção feminina (Eliane Caffé), a relevância do filme está em sua capacidade de gerar empatia no espectador, especialmente em tempos de avanço de um discurso de extrema direita.

O abandonado Hotel Cambridge foi ocupado por sem-tetos e refugiados e a história do filme se passa sob a ameaça de reintegração de posse. Ao abordar a ocupação de espaços urbanos abandonados e o preconceito e descaso em relação aos refugiados, o filme humaniza as personagens mostrando seu cotidiano. Apesar dos inevitáveis conflitos, a convivência entre os moradores é pautada em uma solidariedade característica de espaços onde, por se ter pouco, a colaboração é necessária.

O filme não erra ao trazer para sua história o mundo online, quando os moradores se organizam para publicar conteúdo a fim de divulgar sua luta e realidade. É através dos comentários de ódio lidos por Apolo (José Dumont) que vemos o senso comum que rotula os movimentos sociais e as pessoas mais prejudicadas pela desigualdade social de "vagabundos". Fica evidente o abismo existente entre quem são realmente aquelas pessoas e a forma como a sociedade as vê. E aí entra um ponto importante: a reivindicação por moradia e a luta social e política incomodam ao tornar visíveis aqueles que a nossa lógica de sociedade insiste em invisibilizar.

3.4.19

battle royale

[Data original do texto: 23/04/2017]


Battle Royale é uma obra japonesa escrita por Koushin Takami e publicada no final da década de 1990. Trata-se de um jogo de matança promovido por um governo totalitário japonês, que anualmente escolhe uma turma de ensino fundamental (mais especificamente de nono ano) e a coloca numa ilha, obrigando os alunos a se matarem até que haja apenas um sobrevivente. Cada estudante recebe um kit de sobrevivência e cada kit possui um tipo diferente de arma, desde um picador de gelo até uma metralhadora -  o que vai tornar as mortes bastante violentas. Além disso, cada estudante possui uma coleira rastreadora em seu pescoço, a qual explodirá caso o aluno tente fugir, retirar a coleira ou permanecer em um quadrante proibido. Proibir a permanência de estudantes em determinados quadrantes tem como objetivo forçar a locomoção dos jovens e, consequentemente, o encontro entre eles.

O livro começa confuso ao apresentar os 42 estudantes que estão dentro de um ônibus acreditando estar a caminho de uma excursão escolar, mas logo a história torna-se viciante. Um gás é liberado dentro do veículo, deixando os alunos desacordados até que estes se encontrem em uma sala de aula para então receberem de um membro do governo - Sakamochi - a notícia de que são os selecionados para a batalha daquele ano. Sakamochi é o responsável pela batalha e é também quem dá, com crueldade e sarcasmo, os avisos sobre estudantes mortos e quadrantes proibidos.

"Battle Royale" traz como personagem principal Shuya Nanahara, um jovem com comportamentos subversivos, por dedicar-se à guitarra elétrica e ao rock, estilo musical proibido pela República da Grande Ásia Oriental. Shuya cresceu na Casa de Caridade, uma instituição católica que abrigava órfãos e crianças que por alguma razão não podiam viver com os pais, e lá fez seu melhor amigo Yoshitoki. É a partir de seu senso de amizade e de sua insatisfação com o governo que vamos sendo guiados pelo universo de "Battle Royale".

A história do governo parece ser o pretexto para que seja descrita a violenta batalha entre os estudantes, sem poupar o leitor dos detalhes. As histórias e personalidades de cada um dos alunos da Escola Shiroiwa somadas à uma dose de romance dão profundidade aos personagens e um pouco de humanidade num contexto desumano. Colocar pessoas tão jovens quanto estudantes do ensino fundamental em uma ilha para que se matem e contemplar ao final o único sobrevivente serve para reforçar na população o sentimento de desconfiança e assim evitar sua união contra o governo. "Battle Royale" fez estrondoso sucesso no Japão, tendo sido adaptado para o formato de filme, anime e mangá.

2.4.19

13 reasons why

[Data original do texto: 12/04/2017]

Este texto contém spoilers.


Acho válido pensar 13 Reasons Why como um olhar sobre a cultura do estupro, não negando que o debate central seja o suicídio mas conectando os acontecimentos para enxergar a ligação direta entre uma sociedade cuja cultura é machista e a morte de mulheres. Aí a gente pode refletir como os 13 motivos seriam outros não fosse a personagem principal ser do sexo feminino.

O entendimento de uma cultura do estupro parte da compreensão de que atitudes normalizadas em nosso dia a dia são parte da engrenagem de um sistema cujo produto é a violência contra a mulher. Por isso Hannah Baker começa seus motivos com uma foto num escorrega aonde sua calcinha aparece ou o seu nome numa lista feita por um rapaz de sua turma de ensino médio que atribui à ela o título de melhor traseiro e tem em seus últimos motivos o estupro que presencia e o estupro do qual é vítima. Uma vez que já sabemos estar vendo a história de uma adolescente que decidiu se matar, os primeiros motivos de Hannah tendem a parecer besteiras aos olhos daqueles que ainda não entenderam a engrenagem. Essa condução da história, que ganha profundidade ao longo dos episódios, foi o aspecto que me levou a fazer o link com a questão da cultura do estupro.

Sobre a polêmica que surgiu em torno da série não ser indicada para pessoas com depressão, eu discordo. Achei incapacitante ouvir categoricamente que eu não deveria ver a série por conta disso. Eu não estou desprovida da capacidade de decidir assistir ou não a um conteúdo por conta da minha depressão e não me sinto confortável quando vejo essa capacidade retirada de mim - e aqui vale dizer que é comum sermos colocados nesse lugar de passividade. Outro ponto é que ainda que entendamos o conceito de gatilho, a gente precisa ter cuidado para não cair na conclusão rasa de que é uma série o que leva uma pessoa a se matar. Não é, assim como o estupro não é cometido por alguém que destoa da realidade. Ambos os casos são produtos de uma lógica de sociedade que precisa ser repensada. E veja bem, colocar esses pingos no i's é diferente de recomendar a série às pessoas. Talvez o maior perigo se pensarmos em uma influência no espectador esteja no caráter punitivo das fitas de Hannah, uma vez que o público alvo da série é jovem.

Apesar de alguns personagens esteriotipados e do perceptível esticamento da história, a série torna-se importante ao trazer a questão do suicídio inserida num debate sobre o olhar negligente que muitas vezes temos para o período da adolescência. Joy Division na trilha sonora teve um efeito especial sobre mim, pois foi parte do que eu ouvia no meu ensino médio. 13 Reasons Why nos mostra uma jovem cuja narrativa de sua vida lhe é tomada e sem enxergar as possibilidades de retomá-la, a personagem acaba recorrendo ao suicídio, o que jamais deveria ser uma opção.

15.12.16

a bruxa

[Data original do texto: 22/03/2016]

Vi o filme "A Bruxa" no cinema, amei, sou amante de filmes de terror e sim, discordo de quem acha que "A Bruxa" não é filme de terror. Pra mim é tipo "Babadook", só que tratando de um outro tempo, um terror vivido pelas mulheres, compartilhado e compreendido por mim enquanto espectadora. O filme me fez pensar em muitas coisas que estudei na faculdade (de História). Dividi em tópicos e, ao final de cada, trouxe os autores e autoras que embasaram a discussão.

Modelo do sexo único
Todo discurso médico é produzido por uma sociedade, sendo assim, (1) ele só pode ser analisado segundo os valores e a lógica de seu tempo e lugar e (2) ele também é uma construção social. Hoje, nós trabalhamos com o conceito dos dois sexos. No período moderno, o modelo era o do sexo único. Segundo esse modelo, vigente nos séculos XVI e XVII, o aparelho reprodutor feminino não era diferente em essência do masculino, mas sim em grau. O órgão da mulher era interno, estando um estágio abaixo do homem, cujo órgão se desenvolveu completamente, tornando-se externo. A metáfora para o órgão feminino é, então, a de um pão que não cozinhou por completo, enquanto o homem sim. Esse discurso reforça uma visão social de superioridade masculina. O homem está biologicamente num patamar de perfeição. As características associadas ao homem recebem uma valorização simbólica positiva.

Leitura: A discussão é, obviamente, mais aprofundada, feita por LAQUEUR ("Inventando o sexo"), mas você também pode ler a SCOTT ("Gênero, uma categoria útil de análise histórica") se quiser uma leitura que distingua sexo e gênero.

Mulheres como suspeitas e a culpa
Homens foram perseguidos pela Inquisição, mas a perseguição às mulheres se dava de forma mais intensa. Antes de pensarmos nas mulheres mortas na fogueira, a gente pode pensar numa Inquisição e numa visão religiosa que coloca mulheres como suspeitas. Quando você associa ao imaginário da bruxa elementos como vassouras, poções, a ideia de curandeira, o que está sendo usado são elementos corriqueiros na vida das mulheres da época. Além disso, tem-se uma maior parte de mulheres que não eram queimadas, mas obrigadas a cumprir uma pena, utilizando um hábito penitencial em público, o que identificava a condenada e representava uma humilhação que marcava a família e os descendentes. O uso do hábito podia se dar por meses ou anos.

Pensar o que acontecia para além da condenação de mulheres à fogueira, não é diminuir o que ocorria, mas sim entender um contexto que leva mulheres a serem queimadas, um contexto misógino onde a figura feminina é vista com muita suspeita e onde a Inquisição tem como forte objetivo o reconhecimento da culpa (que acaba sendo um sentimento de culpa feminino).

Leitura: 
- BETHENCOURT F., "O imaginário da magia".
- A autora M. KING ("A mulher no Renascimento") trata a Inquisição como uma guerra contra as mulheres.

Desconstrução de uma visão simplista
É simplista a visão de que mulheres procuravam a vida religiosa no claustro por buscarem uma perfeição religiosa. A complexidade é maior. (1) Existem histórias de fugas, (2) muitas entravam no convento ainda crianças de forma que não tinham outras experiências ou visões de vida para além daquela do convento, (3) colocar uma filha para virar freira era um jogo de interesses tal como o casamento arranjado, (4) algumas mulheres se apropriavam dos esteriótipos negativos aplicados à elas e os usavam a seu favor, para se fazerem reconhecidas na Igreja (é o caso de Santa Teresa). Ou seja, acreditar unicamente numa vocação religiosa dessas mulheres e ainda, numa vontade própria, além de desconsiderar a complexidade das relações sociais e abraçar um esteriótipo de gênero, coloca essas mulheres numa posição de passividade o que retira delas o caráter de também agentes da história.

No período moderno, o estado considerado perfeito para a mulher era o eclesiástico. A mulher freira e a mulher casada eram respeitadas na sociedade. Assim, se tornar freira era mais uma decisão familiar para reconhecimento social do que uma vocação religiosa que a mulher demonstrasse ou desejasse. Após o Concílio de Trento, a Igreja passa a exigir que a mulher só entre para os conventos por vocação religiosa. Para isso, elas assinavam um termo alegando que estavam lá por vontade própria. Logicamente, isto não impedia que a mulher fosse forçada pela família a assinar.

Leitura: 
- KESSEL, E. "Virgens e mães entre o céu e a terra".
- LAVEN, M. "Virgens de Veneza".
- WEBER, A. "Retórica da feminilidade".

Santas ou bruxas?
As narrativas hagiográficas exploram muito essa questão de vocação. Em diferentes narrativas tem-se elementos semelhantes que descrevem a vida dessas santas, como experiências de visões ou milagres já na infância (predestinação) e a descrição do corpo com faces rosadas após a morte (superação da condição humana de mortal). Fato relevante é que nas narrativas sobre os homens o testemunho de fé se sobrepõe à questão da castidade, enquanto a santidade de mulheres aparece associada à sua virgindade.

A narrativa de vida das santas tinha uma função de servir de estímulo e exemplo para outras freiras, para que se pautem naquele modo de vida*. As experiências místicas em vida são semelhantes: as experiências de visões, o martírio ao corpo**. Era comum que fiéis, inclusive da elite e mesmo da realeza recorressem à Igreja institucional, mas não obtendo resultados, buscassem pelo serviços de feitiçaria. O que se vê que caracteriza mulheres com práticas e experiências semelhantes em santas ou bruxas era a sua classe social; sobretudo mulheres pobres eram condenadas como bruxas pela Inquisição, enquanto semelhantes experiências podiam colocar mulheres da elite na categoria de santas. Características de uma bruxa: mulher e pobre.

*Lembrando que na época, a maioria dos fiéis era analfabeta e a mulher no claustro lia e escrevia, o que já a colocava um patamar acima das demais.

**O martírio ao corpo vinha da vivência de castigos que se aproximavam da Paixão de Cristo (como os açoites). Autoflagelo, jejuns prolongados, alimentar-se apenas de alimentos podres, enfim, tudo o que castigava o corpo fazia bem ao espírito. Da mesma forma, o que favorecia ou agradava ao corpo fazia mal ao espírito. Como dito, com o corpo maltratado e as experiências relatadas de visões, muitas vezes a linha tênue que separava a mulher possuída pelo demônio e queimada na fogueira da santa estava em sua origem social.

Leitura: 
- ALGRANTI, L. "Conventos e recolhimentos".
- KESSEL, E. "Virgens e mães entre o céu e a terra".
- KING, M. "A mulher no Renascimento".
- SÁNCHEZ LORA, J. "Mujeres, conventos y formas de la religiosidad barroca".

star wars: o despertar da força

[Data original do texto: 24/12/15]

Sei que existe o Teste de Bechdel, que propõe observar nos filmes se existe algo como: duas mulheres que tenham nomes e conversem entre si sobre algo que não seja homens. O interessante em relação à esse teste e que explica a difusão que ele ganhou é que muitos filmes não se encaixam nesse quesito que parece bastante simples. Isso nos faz pensar em como as mulheres são retratadas nas mídias e o que isso diz mais profundamente sobre a nossa sociedade. Bom, aqui, de uma forma bem livre, eu queria propor três categorias: mulher no protagonismo da história, mulher não objetificada e história escrita por mulher.

Partindo daí, eu pensei nas franquias que marcaram a minha vida. Antes de Star Wars, com certeza, vem Harry Potter. Minha personagem favorita era (e é) a Hermione. Fundamental na história, mas sem o protagonismo. Ainda assim, a autora da história é uma mulher e Hermione não é uma personagem objetificada.

Resolvi assistir Star Wars quando eu tinha quinze anos e queria ver o episódio III no cinema. Bom, pra isso, eu precisava assistir aos filmes anteriores e lá fui eu. Amei a saga, e olhar criticamente não tem necessariamente a ver com não gostar. Star Wars não tem pra mim o significado que teve Harry Potter e nem que teria, mais tarde, Jogos Vorazes. Mas ainda assim, eu gosto.

Eu li um texto, com o qual concordei, sobre a objetificação da princesa Leia no episódio VI, quando ela aparece vestida de escrava, com uma roupa sexy mostrando bastante do corpo. O problema em si não é apenas essa aparição dela em um momento da história, mas a força que essa imagem teve pelo sucesso com o público masculino (claro que existia essa intenção). Leia escrava iria se sobrepôr à Leia diplomata, com seu vestido branco. O texto comenta sobre uma promoção dos livros de Star Wars no Brasil, na Comic Con Experience de 2014. Lá estavam atores e atrizes fantasiados de personagens da saga e coube às atrizes que representavam a princesa, usarem a tal roupa de escrava (e não o mais característico -- ou deveria ser -- vestido longo branco). Os caras que iam lá tirar fotos queriam logo segurar a corrente em torno do pescoço das atrizes, sem sequer pedirem permissão pra isso.

Se vocês lerem -- o que eu recomendo que não façam, por uma questão de fé na humanidade -- os comentários nos artigos que comentam a possível abolição da versão de Leia escrava pela Disney, vocês entendem rapidinho. Em resumo, são comentários dizendo que eles querem ver é mulher assim mesmo, piadas machistas, trocadilhos infelizes com sabre de luz e imagens de mais mulheres objetificadas. A Natália Bridi fala nesse texto no site do Omelete algo bem simples (e ainda foi super contestada): no contexto da história, Leia foi vestida daquela forma para entreter o vilão, numa clara humilhação. Agora digo eu: essa submissão serve ao imaginário masculino. E mais, é retirado de seu contexto quando a menina vestida de Leia para promoção dos livros no evento precisa vestir a roupa de escrava. Sinceramente, falta sensibilidade àqueles que não perceberem aí a metáfora perfeita. Novamente, nos comentários, Natália é acusada de mimimi. Por que todos esses argumentos inteligentes e críticos das mulheres são reduzidos a mimimi e consequentemente deslegitimados e ridicularizados, enquanto se ignora o verdadeiro mimimi dos homens reivindicando pela roupa sexy?

Leia é uma mulher forte e com importância política, mas não é protagonista (o que coube à Luke), é objetificada e é personagem de uma história escrita por um homem. Rey surge agora como uma mulher forte e protagonista e, ao menos durante este episódio VII, não objetificada. Rey surge encaixada em uma série de personagens femininas assim, num atendimento da indústria do entretenimento à difusão atual do discurso feminista. Ainda que distorcida e romantizada para se tornar mais palatável, a luta das mulheres vem ganhando alcance inegável, muito por causa das redes sociais que permitem, ainda que com todas as suas limitações, que se rompa com o narrador único, geralmente o homem branco e hétero, e dá o protagonismo à minorias em seu discursos quando elas, enfim, falam por si mesmas. (Cês podem ler isso direitinho nessa entrevista aqui.)

Em Star Wars: O despertar da força, em nítida semelhança com o episódio IV, Rey começa a sua aventura com BB-8, da mesma forma que começava Luke com R2D2. Num contexto cerca de 30 anos após O Retorno de Jedi, o piloto Poe foi enviado pela Resistência ao planeta Jakku, atrás de um mapa que acreditam levar ao paradeiro de Luke, agora desaparecido. Quando a Primeira Ordem ataca o planeta, Poe coloca o mapa em seu droide BB-8, que é encontrado por Rey, uma catadora de lixo que troca o que encontra por comida. E logicamente, se Rey está com o droide valioso, será perseguida pelos vilões da história. Quem acompanha Rey nesse percurso é Finn. E aí temos a dupla principal: uma mulher e um homem negro, bem diferente de Leia e Luke, certo? O filme é bom como todos os outros seis. Os meus preferidos são os desfechos (episódios III e VI) e por isso mesmo considero relevante o fato de ter gostado tanto desse início de uma nova série.

Por fim, como citei Jogos Vorazes lá em cima, Katniss Everdeen é, enfim, uma protagonista feminina, não objetificada, em história escrita por uma mulher. Ou seja, Star Wars precisava de Rey. Figth like a girl, Rey.

Textos que cito nesse post:

Recomendo as leituras! ;)